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Manifesto Paula Pimenta

       

      
      O primeiro contato que tive com os livros da Paula Pimenta foi através de uma comunidade da Meg Cabot no orkut. “Fazendo meu filme” estava na área de comunidades relacionadas e eu, leitora voraz, fiquei curiosa, e mais do que rápido fui saber um pouco sobre aquele livro. Logo que entrei nos tópicos, vi digitado um excerto do livro, mais precisamente a carta do Leo (o mocinho da estória) que estava endereçada a Fani (a personagem principal) e daí foi paixão à primeira vista.
      Passei noites em claro lendo os livros da Paula, inclusive em momentos difíceis da minha vida (quando minha vó ficou internada, o que me fez ficar aos seus cuidados dia e noite no hospital) e posso dizer que a magia contida em “Fazendo meu Filme” me ajudou a superar todas as angústias pelo qual passei.
      Por isso, venho aqui, em nome da Paula, fazer um pequeno apelo. Para aqueles que não sabem, nossa querida escritora desabafou recentemente no twitter a respeito de uma leitora que digitalizou o livro da série FMF, disponibilizando o link do mesmo para downonload na internet. E é neste pequeno (grande) post, que pretendo expor minha opinião à respeito desse assunto...

   
      Livros no Brasil ainda são muito caros, isso não há como negar. E, levando em conta mesadas baixas, inflação e tudo mais, fica quase impraticável comprar mais do que quatro por mês, visto que não é qualquer um que tem R$120,00 (em média) para dar em troca de nossos amigos feitos de papel. E isso é um grande empecilho para nós, leitores brasileiros, podermos saciar nossa paixão pela literatura.
     Por outro lado, temos também os autores que, assim como Paula Pimenta, dependem deste retorno financeiro pra se firmarem no mercado e satisfazerem suas editoras. Sei que muitos ainda pensam: “Ah, por favor! Ela ganha bem por cada livro! R$29,90 é bastante dinheiro tá!” Mas, infelizmente, não é assim que a coisa funciona. O lucro majoritário sobre os livros da Paula (e da maioria dos outros autores) vai para a Editora, enquanto que nossa diva (e divos) fica com apenas 10%. Sim, 10%!  Ou seja, se um livro dela for vendido a R$29,90, Paula ganhará míseros R$2,99 por cada um! O que vamos ser honestos, não paga nem um terço do esforço, imaginação, dedicação e trabalho que ela (assim como outros autores) deposita em seus livros.
    
     Somando-se a isso, ainda há o fato de que autores brasileiros sofrem uma discriminação velada no nosso próprio mercado literário. É difícil se fazer ouvir, quero dizer, ler, em meio a tantos autores internacionais maravilhosos, e mais difícil ainda ganhar a confiança das Editoras nacionais.
      É claro que não vou ser hipócrita e dizer que nunca baixei um PDF na vida. Isso já aconteceu sim, mas foi um caso raro. Primeiro, porque sou Old School no que se refere a livros. Prefiro a sensação tátil e o conforto de lê-los deitada na cama, ao invés da versão digital muito incômoda aos olhos da míope aqui. E segundo, porque realmente acredito que recompensar o autor seja a coisa certa a fazer pelos momentos maravilhosos que ele me fornece quando leio sua obra. Na verdade, é uma questão de lógica. Se ele fez um trabalho, ele TEM que ser pago pelo mesmo, ora! 
   
   Mas apesar de minhas sérias convicções sobre isso, meu momento download-do-mal aconteceu quando, depois de ler os devidos livros COMPRADOS de “Jogos Vorazes” e “Em chamas”, fiquei em uma consumição frenética para ler o 3° volume da saga, “Mockinjay”. Como o livro ainda não tinha sido lançado nem mesmo em pré-venda aqui, e eu não agüentaria esperar pelo navio, avião ou seja lá o que fosse, trazer o livro dos “States”, damn you Suzanne Collins e seus livros perfeitos! acabei lendo o PDF em inglês mesmo, para saciar meu vício. No entanto, estou esperando o livro ser oficialmente lançado (Alô, editora Rocco! Vamos trabalhar!) e fazê-lo se juntar aos outros dois da série que tenho em minha estante.

      A mim, não importa se Suzanne Collins já tem dinheiro de sobra ou está construindo uma mansão. A questão é: ela merece ter o seu esforço retribuído. E isso serve para a Paula Pimenta também. Na verdade, isso se aplica muito mais à nossa autora brazuca, que é uma verdadeira HEROÍNA, devido a todas as adversidades que enfrentou com “Fazendo Meu filme”. Ou você acha que é fácil publicar livros no Brasil e ainda fazer sucesso?
      Por isso, se você estiver algum dia vagueando pela internet e deparar-se com um link para download de algum livro (principalmente os da Paula), pense bem antes de clicar nele. Lembre-se, acima de tudo, que por trás das linhas daquelas estórias, houve muito suor para que ela chegasse completa até você e lhe proporcionasse tantas emoções.
      Então, não seja leviano e retribua comprando o livro. Faça o esforço do autor valer à pena. O mercado literário brasileiro e principalmente os autores agradecem!

7 comentários:

Com este look eu vou... disse...

Ameii seu blog, muito sucesso=*
Seguindo=*
http://comestelookeuvou.blogspot.com/

Viviane Camacho disse...

adorei a proposta do seu blog. Espero poder conferir as suas dicas de livros aqui. Temos três coisas em comum: Somos piscianas, cariocas e blogueras.
bjs e boa sorte com o blog,
vivica

www.aquempode.blogspot.com

DarKblog disse...

Legal *-*

@isisalvarenga disse...

Ok, ok, eu também não vou ser hipócrita e dizer que nunca baixei um ebook na vida (pra ser totalmente sincera, eu tinha uma pasta no computador com pelo menos 500 deles). Moro numa cidade com menos de 30.000 habitantes e vamos dizer que a Secretária da Cultura simplesmente não se importa muito com o abastecimento de livros da biblioteca municipal -- ou de qualquer outra biblioteca da cidade. E eu não tenho uma "renda salarial" lá muito alta, então comprar DOIS livros por mês já é um sacrifício gigantesco, imagina os 4 que a Chris citou aí em cima. E eu não posso simplesmente pedir para minha mãe comprar livros para mim -- eu tenho consciência de que ELA precisa muito mais do dinheiro que eu, com a faculdade e tudo mais. Ela se mata para trabalhar e estudar ao mesmo tempo, tendo desistido de sair com as amigas porque precisa estudar alguma coisa sobre Direito Penal.

Então, sim, eu baixo ebooks. Mas só quando o livro é SUPER recomendado, ou quando o preço dele está nas alturas. Mas eu RARAMENTE baixo ebooks nacionais de livros atuais, porque eles são as coisas MAIS DIFÍCEIS de se achar e eu sou muito preguiçosa.

Mas sempre quando eu fico ENCANTADA com uma história, eu compro o livro, de boa. Eu tenho uma lista e, se a minha compulsão de tê-lo logo na minha estante for grande, ele pula para as primeiras posições. Mas eu sempre, SEMPRE, tento dar o devido retorno ao escritor, que gasta tanto talento e dedicação em páginas só pra depois ser tratado DESSE jeito, né...

Até porque, sinto que eu ainda vou vivenciar uma situação como essa.

É como em vários ebooks que eu já li: "Gostou do livro? Então prestigie o autor e compre!"

£ädÿ disse...

apesar de eu já ter lido muitos livros baixados, acho sacanagem, principalmente por eu também ser autora. Quando eu baixo um livro e gosto, vou lá e compro (a menos que não esteja disponivel no Brasil). Acho que é o minimo que a gente pode fazer por um autor que a gente gosta. Se fosse só pra todo mundo ler, eu disponibilizaria meus livros (como outros meus) pra todo mundo baixar, mas pra encarar como um emprego, a gente precisa ter no mínimo retorno. A Paula não chegou onde chegou, abrindo tantas portas pra nós que estamos começando, sem muito esforço, então, por que fazer isso?
APOIADO. Autor tem que ser valorizado. A gente entende que é caro, mas quase nada vem pra gente. Tem que valorizar a cultura pra crescer, gente :)

'Ana Priscila disse...

Oiie Cris, Flor coloquei o seu banner no blog.

Pode colocar o nosso

Beijos
PriDiva
Irmandade Literaria

Anônimo disse...

Muito sucesso no blog, gostei muito ^.^
bjin

Thaiane

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